Efeito agudo de uma sessão de exercícios resistidos utilizando o método circuito a 80% de 1rm sobre a pressão arterial

Rodrigo Poderoso de Souza1,2

Ana Carolina Gleden Poderoso1

1Universidade do Norte do Paraná (Unopar). Cascavel, Paraná

2Universidade Trás-os Montes e Alto Douro (UTAD), Vila Real, Portugal

 

RESUMO

Atualmente a literatura tem recomendado o uso de exercícios físicos resistidos para o controle da pressão arterial, devido às evidências de que o mesmo tem se mostrado seguro e eficaz ao praticante, sendo uma alternativa importante de tratamento não medicamentoso para indivíduos hipertensos. Em função disso, é necessário investigar o comportamento da pressão arterial perante tais exercícios para garantir a eficiência do mesmo sem oferecer riscos para o praticante. Objetivo: comparar o comportamento da pressão arterial após uma sessão de exercício resistido no método circuito, utilizando uma carga de 80% de uma repetição máxima – 1RM com a situação de pré-exercício. Metodologia: A amostra do estudo foi constituída por 12 voluntários do sexo masculino normotensos com idade de 24,09±2,43 anos, massa corporal 71,68± 5,18 kg, estatura de 1,73±0,04 cm, IMC de 23,83±1,60 kg/m2 e % gordura de 16,84±2,99. Os voluntários compareceram ao laboratório de musculação durante duas sessões experimentais em dias alternados para: 1 – determinação da carga máxima (1-RM) em seis exercícios (cadeira extensora, supino reto na máquina, leg press, puxada na máquina, cadeira flexora e remada máquina); 2 – uma sessão experimental com a realização de 3 circuitos de exercício resistido em alta intensidade (08 repetições/exercício x 80% 1-RM). As variáveis mensuradas no repouso e imediatamente após a sessão experimental foram a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD). Os dados foram analisados a partir de estatística descritiva, com valores de média e desvio padrão. Para a comparação da pressão arterial antes e imediatamente após as medidas obtidas, foi empregado o teste “t” de Student para amostras dependentes. Todos os procedimentos foram realizados no Software Statistic for Windows 6.0 e o nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: De acordo com os resultados, foi observado que a pressão arterial sistólica imediatamente após a sessão de exercício foi significativamente maior do que a observada no repouso. Contudo, não foi observada diferença nos valores de pressão arterial diastólica. Conclusão: Desta maneira, conclui-se que o exercício resistido a 80% de 1RM no método circuito, provoca aumento significativo na PAS imediatamente após a sua execução. Sugere-se a realização de futuros estudos que acompanhamento do período de recuperação pós-esforço, a fim de verificar se ocorreria algum efeito hipotensor para o praticante.

Palavras Chaves: Pressão arterial; Treinamento resistido; Exercício físico.

 

ABSTRACT

Currently, the literature has recommended the use of resistance exercise to control blood pressure, due to evidence that it has proved safe and effective practitioner, being an important alternative non-drug treatment for hypertensive patients. As a result, it is necessary to investigate the behavior of blood pressure before such exercises to ensure the efficiency of that without risk to the practitioner. Objective: To compare the behavior of blood pressure after a session of circuit resistance exercise in method, using a load of 80% of one repetition maximum – 1RM with the situation of pre-exercise. Methodology: The study sample consisted of 12 normotensive male volunteers aged 24.09 ± 2.43 years, body mass 71.68 ± 5.18 kg, height 1.73 ± 0.04 cm, BMI of 23.83 ± 1.60 kg/m2 and 16.84% fat ± 2.99. The volunteers attended the laboratory for two experimental sessions weights every other day for: 1 – maximum load (1-RM) in six exercises (leg extension, bench press in the machine, leg press, pull on the machine, leg curl and rowing machine), 2 – an experimental session with the realization of three circuits in high-intensity resistance exercise (08 reps / year x 80% 1-RM). The variables measured at rest and immediately after the experimental session were systolic blood pressure (SBP) and diastolic (DBP). Data were analyzed using descriptive statistics with mean values and standard deviation. To compare the blood pressure before and immediately after the measurements, we employed the “t” Student test for dependent samples. All procedures were performed in the software Statistic for Windows 6.0 and the level of significance was p <0.05. Results: According to the results, it was observed that the systolic blood pressure immediately after the exercise session was significantly higher than that at home. However, there was no difference in diastolic blood pressure values. Conclusion: Thus, we conclude that resistance exercise at 80% 1RM method in circuit, causes a significant increase in SBP immediately after their execution. It is suggested to carry out further studies to monitor the recovery period post-exercise in order to check if any blood pressure lowering effect for the practitioner.

Key words: Blood pressure. Resistance training. Physical exercise

 

INTRODUÇÃO

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial (2008), há 600 milhões de hipertensos no mundo, e consta também que a prevalência da mesma no Brasil é grande, pois entre os adultos, de 30% a 35% possuem a doença. Como consequências dessa elevação nos níveis pressóricos, os órgãos-alvos estão expostos a sérios riscos de comprometimento com procedente aumento de risco cardiovascular. Esse aumento na pressão arterial pode ter como causas o sedentarismo, o estresse, hábitos alimentares inadequados e o consumo de álcool e tabaco, que são características advindas do estilo de vida urbanizado e de pós-tecnologia estabelecida (IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2002).

Perante essa realidade, torna-se evidente a necessidade de abordagens intervencionistas na tentativa de se prevenir e tratar a hipertensão arterial (LATERZA et al., 2007).

Para alcançar esses objetivos, tem sido amplamente preconizado por profissionais da saúde, juntamente com o tratamento farmacológico, a adesão de um modo de vida saudável e a prática regular de exercícios físicos, como sendo maneiras eficazes para abrandar os níveis de pressão arterial (PESCATELLO et al., 2004).

Inúmeras pesquisas comprovam os benefícios que são ofertados pelos exercícios físicos, tanto na prevenção quanto no tratamento dessa doença. Pois eles se caracterizam por uma situação que retira o organismo de sua homeostase, causando várias adaptações fisiológicas que são necessárias e, dentre elas, as referentes à função cardiovascular durante o exercício (BRUM et al., 2004).

Atualmente, exercícios físicos resistidos vêm sendo utilizados em programas que promovem, quando supervisionados adequadamente, benefícios significantes e baixos riscos ao praticante, contribuindo para a redução da pressão arterial de repouso (BERMUDES, et al., 2004).

Doenderlin e Farinatti (2003) indicam que um método seguro para conduzir um treinamento é dando elementos adicionais à manipulação de variáveis adjuntas à sua intensidade absoluta e relativa (tipo de exercício, intervalo de recuperação, número de repetições e séries, carga mobilizada e velocidade de execução). Porém alguns estudos têm demonstrado que a intensidade do esforço não influência a resposta hipotensora pós-exercício (FORJAZ et al., 1998) e em contrapartida, outras investigações evidenciaram que a intensidade do exercício pode influenciar a dimensão e duração da resposta pressórica (POLITO et al., 2003).

Conforme os autores, a qualidade física envolvida neste tipo de atividade física é a força muscular que, além de ser necessária no desenvolvimento é, em termos de promoção de saúde, um parâmetro fundamental para a prática de atividades ocupacionais e de lazer, colaborando para a auto suficiência de indivíduos sedentários, idosos, hipertensos e cardiopatas (BERMUDES, et al., 2004).

Para uma discussão mais ampla sobre os efeitos do exercício na pressão arterial, é válido destacar que essa pode ser influenciada não só pelas adaptações decorrentes do treinamento físico crônico (adaptações crônicas), mas também pela influência de uma única sessão de exercício (efeitos subagudos ou pós-exercício). (UMPIERRE; STEIN, 2007)

Em estudo realizado por Cornelissen e Fagard (2005), composto por 12 análises e 341 voluntários, foi demonstrado redução dos valores de pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica para os indivíduos que foram expostos ao treinamento resistido.

O mesmo estudo descreve que não foram observadas diferenças relacionadas às intensidades de exercício, bem como quanto à utilização do treinamento resistido convencional ou em circuito. Sendo que, no treinamento convencional realiza-se todas as séries de determinado exercício antes de iniciar o seguinte e, geralmente, têm-se maiores cargas e tempo de intervalo do que no método de circuito, onde é mais contínuo e com menores tempo de intervalo, visto que a execução é de uma única série em cada estação, passando ao próximo exercício imediatamente, e repetindo o circuito mais vezes se necessário.

Ainda que o treinamento resistido, de forma semelhante ao treinamento aeróbico (WHELTON et al., 2002), cause apenas diminuições mínimas nos níveis da pressão arterial, em termos populacionais essa consequência pode ter impacto em uma menor incidência de doença coronariana e acidente vascular cerebral. (WHELTON et al., 2002)

Desta forma, o presente estudo tem como objetivo comparar o comportamento da pressão arterial após uma sessão de exercício resistido no método circuito, utilizando uma carga de 80% de uma repetição máxima – 1RM com a situação de pré-exercício.

 

METODOLOGIA

Participaram deste estudo, 12 voluntários normotensos do sexo masculino, com idade de 24,9 ± 2,43 anos, praticantes de exercícios físicos resistidos pelo menos seis meses e que praticassem estas atividades pelo menos três vezes por semana.

Como critérios de exclusão, considerou-se o uso de esteróides anabolizantes e medicamentos que pudessem interferir no comportamento da pressão arterial, bem como a desistência do voluntário a qualquer momento e a ingestão de cafeína, refrigerantes a base de cola, chocolates e fumo no dia do teste.

A coleta de dados foi realizada em três dias, com intervalo mínimo de 48 horas entre cada sessão. No primeiro dia todos os voluntários foram submetidos ao questionário PAR-Q (SHEPARD, 1988) para avaliação da prontidão física, assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, conforme resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde do Brasil, e antes da realização do presente estudo, o mesmo foi aprovado pelo comitê de ética da Faculdade Assis Gurgacz (PARECER 187/2008). Foram realizadas ainda as avaliações das variáveis antropométricas e de composição corporal (peso, estatura, e dobras cutâneas), e também um teste de carga máxima nos exercícios envolvidos no estudo.

Objetivando amenizar a possibilidade de ocorrência de erros durante os testes de uma repetição máxima (1RM), foram tomadas as seguintes medidas: As instruções a sobre toda a rotina dos testes foram antecipadamente passadas a todos os componentes da amostra; O voluntário foi instruído sobre a técnica de execução; O avaliador esteve atento em todos os momentos das execuções, com a finalidade de evitar que os avaliados cometessem erros que pudessem comprometer o resultado da coleta de dados; Os testes foram marcados com antecedência e sempre realizados no mesmo horário para cada avaliado.

A massa corporal foi aferida através de uma balança digital de marca Toledo, e a estatura através de um estadiômetro de parede marca Sanny, de acordo com os procedimentos descritos por Gordon, Chumlea, Roche (1988).

A adiposidade corporal foi determinada por meio da utilização de um adipômetro científico da marca Lange (Cambridge Scientific Industries Inc., Cambridge, Maryland). Foram medidas as espessuras das dobras cutâneas subescapular, abdominal e tricipital de acordo com os procedimentos descritos por Harrison, Bursik, Carter, Johnston, Lohman e Pollock (1988).

O percentual de gordura foi determinado através de um protocolo para três dobras (GUEDES; GUEDES, 2003). Vale ressaltar que o erro de medida será de no máximo ±1,0mm e o coeficiente teste-reteste de > 0,95.

No segundo dia os voluntários participaram da sessão experimental de exercício resistido, sendo 80% da carga máxima no método circuito.

O treinamento resistido foi aplicado com a carga de 80% de 1RM, em três circuitos, e realizado em seis aparelhos: cadeira extensora, supino reto na máquina, leg press, puxada na máquina, cadeira flexora e remada máquina. Nessa mesma ordem, realizaram um total de oito repetições, dois segundos de execução para cada fase (excêntrica e concêntrica), sessenta segundos de recuperação entre cada aparelho e cento e vinte segundos de intervalo entre cada circuito.

Vale ressaltar que considerando o número de exercícios, número de repetições, tempo de execução de cada movimento, tempo de recuperação entre cada exercício, bem como o tempo de recuperação entre cada circuito, o volume da sessão de exercício foi semelhante nas duas situações experimentais.

A mensuração da PA foi realizada através do Método de medida oscilométrica, usando um Monitor Digital Automático de Pressão Arterial, Modelos BP 3BTO-A fabricado pela Microlife sendo verificadas após 05, 10 e 15 minutos de repouso, e imediatamente após a sessão de exercícios resistidos

Todos os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, com valores de média e desvio padrão. Para a comparação da pressão arterial antes e imediatamente após as medidas obtidas, foi empregado o teste “t” de Student para amostras dependentes. Todos os procedimentos foram realizados no Software Statistic for Windows 6.0 e o nível de significância adotado foi de p<0,05.

 

RESULTADOS

A tabela 1 apresenta as características gerais da amostra, com valores de média e desvio padrão de idade.

Tabela 1: Características gerais da amostra.

Na tabela 2 é apresentado os resultados do teste “t” para comparação dos valores de média (± desvio-padrão) para a pressão arterial sistólica e diastólica em repouso e imediatamente após uma sessão de exercício resistido no método circuito a 80% de 1RM.

De acordo com os resultados, foi observado que pressão arterial sistólica após a sessão de exercício foi significativamente maior do que a observada no repouso. Contudo não foi observada diferença nos valores da pressão arterial diastólica imediatamente após o exercício.

 

Tabela 2: Teste t para comparação dos valores de média (± desvio-padrão) para a pressão arterial sistólica e diastólica em repouso e imediatamente após uma sessão de exercício resistido no método circuito a 80% de 1RM.

PAS: Pressão Arterial Sistólica; Pressão Arterial Diastólica; mmHg: milímetros de mercúrio * p<0,05

 

DISCUSSÃO

O presente estudo comparou a condição pressórica antes e imediatamente após uma sessão de exercício físico resistido no método circuito com 80% de 1RM.

De acordo com os resultados da pesquisa, observou-se que imediatamente após o exercício as médias da pressão arterial sistólica foram significativamente mais elevadas que as médias antecedentes ao exercício. Este resultado é explicado em parte pela ativação de quimiorreceptores por fadiga periférica (CARRINGTON; WHYTE, 2001).

Considerando que a carga de 80% de 1RM pode ser classificada como uma alta intensidade, esses resultados corroboram com a literatura, que indicam que exercícios realizados até a exaustão resultariam em uma resposta mais elevada da pressão arterial imediatamente após o esforço (LENTINI et al., 1993).

Contudo, há de se considerar que os resultados do presente estudo limitam-se a comparar a pressão arterial de repouso e imediatamente após o exercício. A literatura aponta ainda o benefício agudo no controle de pressão arterial em indivíduos normotensos (FORJAZ et al., 1998).

A diminuição nos níveis pressóricos após exercício resistido são comprovados pelos destaques de outros recentes autores, que realizaram estudos em normotensos e hipertensos de diferentes faixas etárias (BROWN et al., 1994; FOCHT; KOLTYN, 2000; MACDONALD et al., 2000; LIZARDO; SIMÕES, 2005; MOTA, 2006).

Entretanto, em um estudo realizado por Fisher (1999), não foi observado hipotensão pós-exercício para a pressão arterial diastólica a partir de exercício resistido realizado a 50% de 1RM em normotensos e hipertensos.

Apesar de não ter sido foco deste estudo, o acompanhamento da pressão arterial após o exercício resistido poderia evidenciar efeito hipotensor.

Portanto, segundo Hara e Floras (1994) a hipotensão pós exercício da pressão arterial diastólica poderia ocorrer pelo fato de estar relacionada à redução da resistência vascular periférica a partir da vasodilatação mantida pós exercício que ocorre, entre outros motivos, pela acentuada produção de metabólitos, e ainda conforme Mota (2006), sessões de exercício resistido proporcionam um maior estresse metabólico pós exercício devido ao maior pico de lactato sanguíneo.

Por outro lado, durante o exercício de força, tanto a pressão arterial sistólica quanto a diastólica tendem a se elevar, promovendo um aumento também expressivo na pressão arterial média, mesmo que por um curto período de tempo. (MACDOUGAL et al., 1985 citados por POLITO; FARINATTI 2003).

A American College of Sports Medicine (ACSM) (2000), menciona que, isoladamente a PAS e PAD mostram comportamentos diferenciados durante o exercício. A PAS tende a aumentar em proporção direta à intensidade do exercício em função da elevação do débito cardíaco, o que justifica o resultado do presente estudo.

Porém os resultados obtidos contradizem ao estudo feito por Franklin, Bonzheim et al., (1991), que afirmam ocorrer elevação significativa da PAD.

Corroborando a não ocorrência de alteração significativa da PAD, pode ser devido ao fato de que os voluntários do presente estudo são jovens normotensos, com experiência e prática regular de exercício resistido.

A literatura aponta que a prática regular do treinamento com pesos pode abrandar as respostas agudas para valores absolutos de carga, por outro lado, quando se levam em conta os seus valores relativos, tanto a pressão arterial quanto a frequência cardíaca tendem a não apresentar mudanças ou até a aumentar, principalmente em esforços de solicitação máxima (POLITO E FARINATTI, 2003).

Entre as adaptações crônicas mais importantes decorrentes da prática regular de exercícios de força podem ser citadas a possível redução da freqüência cardíaca (GOLDBERG et al., 1994), e da pressão arterial de repouso (KELLEY; KELLEY, 2000), e também a menos sobrecarga cardíaca durante o exercício, com menor duplo-produto associado (MAIORANA et al., 2000).

Ainda falando das adaptações causadas, Fleck (1999) ressalta que a pressão arterial aumenta proporcionalmente em relação à carga e aumenta em relação à massa muscular envolvida no exercício. Essa resposta parece não ser linear, indicando assim que as respostas circulatórias para o exercício de resistência são em grande parte determinados pela intensidade do esforço, executado para cada pessoa durante a conclusão de número igual de repetições.

Referindo-se a prescrição de exercício de força, o ACSM (2000), sugere para portadores de comprometimento cardiovascular um número de repetições satisfatório entre 10 e 15, de caráter submáximo e com sensação subjetiva de esforço entre 11 e 15 (Escala de Borg), dependendo do estado de treinamento e nível da enfermidade. Já  em se tratando do volume de treinamento, aconselha duas a cinco vezes por semana.

Já para Santarém (2001), a eficácia do treinamento exige pesos relativamente elevados com poucas repetições, desde que não se faça esforço máximo, a pressão arterial aumenta dentro de níveis seguros, o que vem de encontro ao objetivo proposto pelo presente estudo, onde se utilizou uma carga mais elevada, de 80% de 1RM em método circuito. O autor acrescenta ainda, que é errado dizer que pesos leves e maior número de repetições são mais seguros, pois ao ocorrer isometria e apnéia, ao final da série a pressão arterial aumentaria mais do que com maior peso e menos repetições.

Há diversas evidências e estudos que apontam o treinamento contra resistência como benéfico e seguro mesmo para pessoas portadoras de algumas doenças cardíacas, desde que o mesmo seja prescrito com os cuidados necessariamente considerados.

CONCLUSÃO

De acordo com os resultados, conclui-se que o exercício resistido a 80% de 1RM no método circuito, provoca aumento significativo na PAS imediatamente após a sua execução.

Sugere-se a realização de futuros estudos que acompanhamento do período de recuperação pós-esforço, a fim de verificar se ocorreria algum efeito hipotensor para o praticante, bem como se possa aplicar o exercício resistido na prevenção e tratamento não farmacológico da hipertensão arterial.

 

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